quinta-feira, 9 de junho de 2011

Como prometido

Venho aqui contar as novidades.
O casamento foi lindo, a quinta é magnifica e o serviço não deixou nada a desejar! Montes de comida que até sobrou e estava muito boa, o entretenimento do Jorge Nice também foi muito bom, e depois dos noivos partirem o bolo foram-se todos embora menos as pessoas da minha familia. Foi uma festarola!! A minha familia está sempre pronta para a brincadeira e até se metiam com o Jorge, o senhor da quinta até disse que nunca tinha visto o Jorge Nice tão divertido e à vontade como estava conosco. Dançámos, divertimo-nos e foi muito bom ver a minha irmã e o L. tão contentes, o dia foi maravilhoso! Passou foi muito rápido... mas já se sabe, o que é bom acaba depressa :)

Vi o meu Nero, a minha Jóia e o meu Camões...os meus meninos.... tinha tantas saudades! Tenho umas fotos  no meu telemóvel mas está desligado, e desconfio que o senhor R. só se lembrou de arrumar o carregador do telemóvel dele, porque o meu nem vê-lo!
As fotos são do meu Nero que achou por bem ficar igual à casa, não fosse alguém não dar por ele! A minha mãe pintou a parte branca da casa e a parte azul, e no dia seguinte o Nero estava igual. Tinha decidido enfeitar-se, e esfregou-se nas paredes pintadas. Resultado: dum lado estava branco, do outro estava azul! Lá andei eu atrás do menino de pano molhado na mão para lhe tirar aquilo. O sacana gostou do banho que lhe dei à mão hehe e sentava-se logo. Só tive pena de não ter tido tempo para o passear, ele gosta tanto....


Comprei 2 livros:
Devorei este no avião, é um livro pequeno.

E este de Torey Hayden.

Queria começar a ler desde o primeiro até ao último desta autora, mas estava tudo esgotadissimo! O único volume que tinham era este, que saiu em Março passado. Fiquei triste, mas comprei na mesma e vou de certeza devorá-lo também. 

A única coisa negativa nesta viagem a Portugal foi ter-me desiludido com atitudes de algumas pessoas. Mas pronto, as prioridades às vezes mudam, e as pessoas mudam com elas...

E agora estou aqui quase doente de saudades, só me apetecia ir outra vez para Portugal e não voltar. Já me perguntaram se isto é assim tão horrivel, pela maneira como falo, mas não é. Eu falo do Inferno mas não é que alguém me trate mal aqui ou que isto seja mesmo uma porcaria, é apenas um Inferno estar longe da minha familia, nós somos todos muito chegados e muito presentes na vida uns dos outros. 
Se estiverem a pensar vir para França, não deixem de vir por medo do que eu digo :P

quarta-feira, 8 de junho de 2011

sábado, 4 de junho de 2011

É amanhã

O grande dia!!! Espero que corra tudo bem!

E os últimos preparativos estão a ser tratados e já começa tudo a ganhar forma para amanhã. Vai ser um casamento com direito a limusina e tudo! (cortesia do pai do meu conhado, que é militar = tem papel :P)

Uma correntinha para que tudo corra bem ********************

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Hum....

Estar em casa é TÃO bom....
 P.S. - depois venho cá dizer como correu a viagem, não tenho tido tempo nenhum

quarta-feira, 1 de junho de 2011

E amanha...

...por esta hora estou em Portugal! Estou em pulgas....


Hoje é dia da criança

E veio-me à cabeça um dos momentos mais dificeis para mim na minha infância. A minha vida depois desse momento mudou completamente, a minha maneira de ver as coisas mudou e para mim já nada tinha importância, senti que podia fazer o que quisesse porque mais baixo não conseguiria descer.
Sempre amei muito os meus pais, mas tinha uma adoração e admiração especiais pelo meu pai. Para mim ele era o meu herói. Adorava sentar-me ao colo dele nas manhãs de domingo a ver o programa dos animais com ele, sentia-me tão bem que ainda hoje sinto um apertozinho no coração de tão bem que sabia! E desde pequena que cresci com muitas espectativas em cima de mim. Porquê? Porque eu era a maria-rapaz que tinha sempre resposta na ponta da lingua pra tudo, eu era a menina que na escola batia aos míudos e jogava à bola. Eu era a menina que preferia estar com os meninos do que com as meninas. E aos olhos do meu pai, eu era a menina que nunca ninguém iria conseguir enganar ou fazer mal, porque eu sabia bem defender-me. Acho que o que eles queriam para mim era uma vida como a que a minha irmã tem hoje, chamada de "normal" e tudo dentro dos parâmetros a que todos chamam normal. Mas desde criança que sempre fui diferente para a minha idade, e isso nunca mudou.
E fui fazendo a minha vida, feliz porque também era um orgulho para o meu pai, não era só a minha irmã. Mas isso mudou...tão rápido que só me apercebi quando ouvi aquilo da boca do meu pai.. A primeira vez que ele me disse algo que mesmo me magoou foi quando arranjei um namorico. Coisas própria da idade, mas como a  minha irmã nunca tinha tido um namorado até aos 16/17 anos, eles não esperavam que eu o fizesse tão cedo. E como eu não via mal nenhum nisso, não escondi de ninguém. E ele foi à minha procura, mandou-me para casa e quando lá cheguei tinha à espera uma sova das grandes. Ainda me lembro de no meio da confusão olhar para o meu pai e ver a cara dele... cheia de raiva. Raiva de mim, de eu não ter feito as coisas como ele queria, e percebi que estava triste comigo. E no dia seguinte ele chamou-me e falou comigo, e no meio da conversa disse-me "andas a envergonhar o pai". Parei. Acho mesmo que congelei. O quê?! O meu pai tinha-me tido que tinha vergonha de mim.... fechei-me no quarto e juro que até fiquei doente. Foi uma das primeiras vezes que tive uma dor de cabeça tão grande que sentia o meu corpo a afundar-se no colchão. Mas passou... até ao dia em que houve novamente confusão. Já não me lembro bem porquê, apenas me lembro do momento que o ouvi dizer "És uma grande desilusão". Talvez ele já não se lembre, ou lembre-se e nem saiba porque o disse, mas eu lembro-me tão bem da tristeza que senti naquele momento!!! Tento lembrar-me do que se passou desde que ele me disse ter vergonha de mim até este momento, mas não me lembro, parece que essa parte da minha vida se apagou. Mesmo com muita força para me lembrar, não consigo. Apenas me lembro das palavras dele, e de ficar com as pernas a tremer. Eu era uma desilusão para o meu pai. Ele tinha vergonha de mim. E a partir daí nunca mais quis saber de nada. Para quê estudar e continuar a ser bem comportada se já sou uma desilusão para os meus pais? Pra quê tentar ser melhor se já têm vergonha de mim?? Não valia a pena. Deixei de me importar com tudo. E acredito que foi neste momento que a minha vida e quem eu era mudou, deu uma reviravolta de 360º. Da menina bem comportada e com notas máximas, passei a ser uma autêntica adolescente enraivecida e descontrolada, e com notas das mais baixas. E nunca tinha percebido qual tinha sido o momento da reviravolta, o momento em que me perdi e deixei de me importar com tudo. Mas hoje eu sei qual foi. Foi o momento em que ouvi "andas a envergonhar-me", "és uma grande desilusão".E posso mesmo dizer que foram as palavras que mais me magoaram até hoje. E passei a ser uma miuda tão revoltada que cheguei ao ponto de dizer uma das coisas que mais me arrependo de ter dito à minha mãe "quem me dera ter outra mãe". Dava tudo para voltar atrás e não ter dito isto à minha mãe, porque se tivesse tido outra, hoje de certeza que estaria muito mal na vida. E foi ela que sempre me ajudou e me deu apoio. E uma nova guerra voltaria a acontecer. Uma suposta minha amiga foi dizer coisas a quem não devia, e no espaço de horas a cidade toda dizia que eu estava grávida. Nem quis acreditar quando a minha irmã me perguntou se era verdade. Grávida, eu?! Por obra e graça do espirito santo, só pode!! E pensei nesse momento "mais uma coisa para os meus pais se envergonharem de mim...". E isto só veio piorar a minha situação. Comecei a ser olhada de lado, a distanciar-me de todos, na escola ficava a um canto sozinha e nas aulas tinha ataques de furia que me faziam sair da sala aos gritos e a chorar. Tive de abandonar a escola, com uma depressão em cima. E o psiquiatra só me soube entupir de comprimidos, e depressa me fartei das dores horriveis que eles me davam. Hoje estou muito melhor, juntei os meus trapinhos e tenho uma relação boa com os meus pais. Sei que não sou propriamente o orgulho deles, e que não era isto de certeza que eles queriam para mim, mas já é bom poder falar com eles sem acabar numa discussão.

E atenção que não estou a tentar culpar os meus pais, não! De maneira nenhuma! Tudo o que fiz fui eu que decidi fazer, e eles apenas foram sinceros comigo. É certo que me magoou, mas fui eu que me pus nessa situação, é por minha causa que eles não têm o orgulho que tinham por mim.
E peço-lhes desculpa por tudo o que lhes fiz. Porque afinal, mesmo que o meu pai me tenha mudado com as suas palavras, foram essas mesmas palavras que me fizeram ser quem sou. Mudei no dia em que ele as disse, e tornei-me no que sou agora, e até sinto um pouco de orgulho por mim, porque sei que consigo ser independente deles e de lhes mostrar que mesmo que eles não tenham orgulho em mim, eu podia ser uma mulher revoltada e muito má pessoa, e não sou. Considero-me uma mulher, forte e com a teimosia de pequenina. E isto também serviu para mim como uma lição. Nunca vou dizer a um filho meu tais palavras. Nunca o vou fazer sentir como me senti. Nunca ninguém deviria de ouvir o que eu ouvi, nem sentir o que eu senti.

Mas lembranças à parte, um beijo para todas as crianças e um dia muito feliz, que hoje é o vosso dia!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tá quase.. e vai saber tão bem!!

Quinta-feira rumo a Portugal para o casamento da minha irmã lindona, e vou lá ficar durante uma semana, Vai-me saber pela vida!! Vou na quinta ao 12h de cá e chego às 14h de lá. Depois quarta-feira da semana que vem regresso novamente.. confesso que não me apetecia muito, mas se não vier, aqui o cherri diz que também não vem, e não me apetece nada que ele lá fique sem trabalho só porque eu não quero ficar longe da minha familia. Vou ter que fazer um esforço... e dou por mim a pensar "vá lá Cátia, é por uma boa causa, para termos dinheirinho para a nossa casinha e para as nossas coisas. Coragem!", mas a realidade é que até choro só de pensar que vai ser só uma semana em Portugal... enfim... é a vida. O vestido para o casamento já está escolhido e embora não quisesse em roxo para não fazer parte da decoração do casamento (que vai ter roxo), era a única côr que havia para o meu tamanho e o vestido é tão giro que não resisti. Só falta arranjar um pequeno detalhe e para isso a minha mãezinha querida vai agarrar na sua máquina de custura e amanhar o vestido, porque na loja não arranjam. Já tá tudo prontinho para a partida, só falta mesmo a Sheva metida na caixa transportadora e já podemos ir embora. Que ansiedade hehehehe

O vestido: