terça-feira, 30 de julho de 2013

3 meses amorzinho

A vontade de comemorar o quer que seja é muito pouca, mas isto não posso deixar passar: 3 mesinhos de ti, de nós.

Amo-te filho, muitos parabéns! E desculpa se às vezes não tenho paciência, mas tal como tu estás a aprender a viver neste mundo, eu estou a aprender a ser mãe.

Amo-te, amo-te, amo-te! (E hoje portaste-te muito bem quando saimos para te comprar uma cama, que a alcofa já é pequena. Custumas desunhar-te a chorar, mas hoje estives-te sempre muito bem disposto e até fizes-te um grande cócó!)

sábado, 27 de julho de 2013

Até já, avozinha querida

Avózinha linda do meu coração... meu anjinho... se me estás a ouvir, quero que saibas que nunca te esquecerei. Nunca vou deixar que o Tomás esqueça a bivó que perguntava sempre por ele...
Não entendo a tua partida. Não consigo acreditar que nunca mais te vou ver... que estou neste fim de mundo e que nem ao teu funeral vou puder ir. Dói-me o peito, tenho um nó na garganta enorme. Como é possivel teres morrido? Tenho uma mágoa tão grande dentro de mim, avózinha... as lágrimas caem a fio...
O que me dói ainda mais é saber que partiste triste. Estavas triste desde que foste operada. Dizias "pensei que ía andar para à frente, e no fim estou a andar para trás". Estavas sempre com dores de cabeça. Não querias vir para casa. Não querias fazer fisioterapia. Desmaias-te a semana passada, e nem com os pedidos da nossa familia os enfermeiros contactaram o teu médico.

Hoje, não resististe. Estavas cansada, triste. Não estavas a avó doce, carinhosa, sorridente.

Não consigo tirar da cabeça os gritos do avô ao telefone... "ai tanta solidão, não acredito"... os gritos de quem perdeu o amor de uma vida inteira.

Amo-te muito avó. Amo-te com todas as minhas forças. Foste tu que crias-te os netos quase todos, ficávamos todos na tua casa enquanto os nossos pais trabalhavam. Eras tu que nos aturavas. Tinhas sempre uma palavra doce para dizer, um olhar meigo.

Isto não é justo.. nunca me perdoarei por não ter estado contigo. Por não estar agora abraçada ao avô. Por não puder despedir-me de ti. Não sei explicar o que sinto avó, só espero que, estejas onde estiveres, estejas bem e feliz.

Amo-te. Nunca te esquecerei, meu anjinho.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Nunca me senti assim...

Nunca senti que podia perder tudo. Nunca senti este aperto de não conseguir ter tudo o que o Tomás precise. E especialmente nunca senti tanta raiva da familia do R..
Primeiro foi a mãe dele a lixar-nos a vida. Agora foi o pai. E eu só vejo a minha vida embrulhada em confusões, que nem sequer são minhas, e a ter que fazer ginástica com o dinheiro para que nada falte ao meu filho. Tudo porque o R. não tem olhos na cara, e porque tem uns pais de merda.

Sinceramente, pela primeira vez desde que o Tomás nasceu acho que estou melhor sozinha. Eu e ele, só os dois. Sem familia do R. para complicar, para perturbar, para lixar tudo. Porque o R. não faz nada, e sou na mesma praticamente só eu e o meu filho. Por isso, secalhar, é mesmo assim que estávamos melhor...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O horrivel eczema atópico

O Tomás tem eczema atópico. Mas como tudo o que lhe acontece tem de ser em força, o meu menino lindo está cheio de borbulhinhas pequeninas pelo corpo todo e debaixo do queixo tem bolhas vermelhas, escamosas, secas, feias, horriveis. Hoje de manhã quando lhe fui por o creme vi que alastrou para a parte de trás do pescoço. As do queixo já estão melhores mas sempre que parecem estar quase a desaparecer, lá ficam todas vermelhas de novo.

Ele coitadinho anda impossivel. Cheio de comichão. O que vale é que com o banhinho, o creme fresquinho e também pelo cançaso extremo por estar todo o dia acordado a chorar fazem com que ele à noite aterre e durma durante umas 5/6h. Esta noite foram 6:30h e só acordou porque sentiu frio, e depois veio a fomeca.

Está também com o rabinho super assado não sei porque. À noite meto carradas de creme para que ele não asse, mas hoje numa das mudas da fralda vi que está com uma assadura enorme. Não sei se é também do eczema...

Estou exausta de o ouvir chorar tanto, estou triste - desolada mesmo - de o ver assim, sempre a chorar, sempre incomodado, e quando isto parecia estar a dar tréguas eis que aparecem mais no pescoço.

Se eu pudesse, tirava-te tudo e passava para mim. Mas infelizmente não consigo, meu amorzinho... :(

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Desespero contigo assim...

Já é a segunda noite seguida que o Tomás acorda aos gritos. Nao são gritos de dor, mas gritos de desespero, de socorro, como se alguém lhe tivesse feito mal. Gritos que me rasgam o coração, que me desfazem a alma, gritos que arrepiam. Corro o mais depressa que consigo para ele, assim que o levanto acalma. Os olhos cheios de lágrimas. Suspira e faz umas queixinhas, uns barulhinhos, como que a contar-me o que aconteceu. E eu tremo, muito. Tremo como nunca tremi na vida. Dói-me a alma ao lembrar aqueles gritos, aquele desespero... chego mesmo a sentir dor fisíca de tanto pranto que sinto ao ve-lo assim. Fico com o coração tão pequenino, mas tão pequenininho.. E ontem chorei com ele ao colo, a dar-lhe mimos, a comtemplá-lo a dormir. Desespera ele, e desespero eu.

Só espero que hoje não aconteça isto de novo...


(Já tenho computador. O teclado não tem alguns acentos, como devem ter percebido. Volto quando estiver com a alma menos despedaçada.)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Pc foi mesmo ao bife

O ranhoso do pc foi mesmo ao bife... o que vale é que guardo tudo o que é importante no disco externo, senão tinha perdido as fotos todas do Tomás (bater na madeira).   Compramos uma torre baratinha em segunda mão, agora só falta o monitor e o resto. Teve mesmo de ser senão dou em doida sem ver a minha familia. Espero ter tudo na semana que vem. Peço desculpa por não comentar os vossos cantinhos nem vos responder, mas escrever na xbox é coisa do inferno e demoro uma eternidade. Nem sequer sei onde está o parágrafo...

sexta-feira, 12 de julho de 2013

De não ter pc

O que mais me custa nem é não ter nada com que me destrair nos poucos momentos em que o Tomás dorme, mas sim não poder ver a minha familia... sentir-me ainda mais distante, ainda mais sozinha...